Índices de mortalidade materna reduzem no Rio Grande do Sul

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Em 28 de maio será celebrado o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Rio Grande do Sul apresenta atualmente um dos menores índices de mortalidade materna no país, oscilando entre 33 e 36 por mil nascidos vivos nos últimos anos. Em 2010, a taxa chegou a 56 por mil nascidos vivos.

No tempo em que os indicadores eram desfavoráveis e preocupantes, executaram-se políticas públicas para interferir neste cenário. O estado aderiu ao programa Rede Cegonha, do ministério da Saúde, e implantou ambulatórios de gestantes de alto risco, ainda em processo de expansão, alterando o cenário negativo.

– Uma mulher não deve morrer por estar grávida, a maioria das situações que levam à morte materna é evitável – observa a médica Nadiane Lemos, chefe da Secção de Política de Saúde das Mulheres da secretaria estadual da Saúde (SES/RS). – O desfecho que se espera é mãe e bebê passando bem após o nascimento – acrescenta a médica. Entre as principais causas de morte materna estão hipertensão, hemorragias, infecções, complicações no parto e abortos inseguros.

O dia 28 de maio é considerado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Para marcar a data, em Brasília haverá uma reunião do Comitê Nacional de Redução da Mortalidade Materna. O Comitê Estadual do Rio Grande do Sul também promoverá encontros naquela semana.

Morte materna:

É a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. Não é considerada morte materna as que são provocadas por fatores acidentais ou incidentais.

Comitês de morte materna:

São organismos interinstitucionais, multiprofissionais e confidenciais que visam analisar todos os óbitos maternos e apontar medidas de intervenção para a sua redução na região de abrangência. São também instrumento de acompanhamento e avaliação permanentes das políticas de atenção à saúde da mulher.

FONTE: SECOM-RS

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