Arapuca do Centrão

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Quem ganha com o ataque à soberania de uma nação? O patriotismo que até há poucos dias era um marco para os povos, começa a ser duramente contestado. Agora vemos pessoas defendendo o fim do nacionalismo e do patriotismo, sob o argumento de que criam a discórdia e a intolerância entre os povos. Em outros momentos históricos, o patriotismo foi usado para justificar a tomada de poder e para deixar um grupo de pessoas no comando da nação. Esse grupo era apoiado por bandeiras do fortalecimento do povo enquanto nação, do estudo de moral e cívica e de conceitos baseados em hierarquia e disciplina.

O atual presidente da República usou como slogan de campanha a frase “Brasil Acima de Tudo”. Essa é uma frase bastante nacionalista. Mas, além da frase, a sociedade está vendo atitudes nacionalistas nas ações do atual governo? Está existindo a proteção do patrimônio nacional, as empresas brasileiras estão ganhando força de concorrência com outras empresas de outras nações, a balança comercial está sendo favorável aos interesses nacionais?

O que se percebe, nitidamente, é que há em curso, um novo debate sobre a importância e a pertinência do nacionalismo, bem como uma clara onda mundial de enfraquecimento das soberanias nacionais.

Se olharmos para a situação político-administrativa do Brasil, podemos ver que o nacionalismo está sendo colocado em xeque, pois tanto a direita, que anda de camisas verdes e amarelas ostentando bandeiras do Brasil nas costas, está se distanciando dos interesses nacionais, quanto a esquerda, que está sendo obrigada a se distanciar.

A realidade brasileira demonstra que aqueles que se dizem nacionalistas e aqueles que se portam como nacionalistas estão perdendo a batalha ideológica para aqueles que não estão preocupados com a nação, mas estão muito preocupados em manter o poder.

Enquanto a esquerda e a direita estão em guerra, uma dizendo ser nacionalista e outra tentando resguardar a soberania, existe uma verdadeira gangue de mercenários que estão vendendo o país e trocando nossas riquezas e nosso futuro por migalhas, recebidas de investidores e outros grupos de poder internacionais.

Nesta semana foi preso na Venezuela um agente norteamericano, mandado para lá para ajudar na missão de desestabilizar, mais ainda, aquele país. Isto é prova cabal de que está havendo interferência externa na soberania de diversos países da América Latina, e que essas desestabilizações têm o único objetivo de abrir flancos nos mercados e nas economias da região, a partir do enfraquecimento institucional, do caos administrativo e da desordem política, econômica e social.

O litígio ideológico que está sendo travado na atualidade é muito bem arquitetado para atacar uma única vítima, a soberania do país. Enquanto direitistas, que se dizem patriotas, e esquerdistas, que querem preservar as riquezas da nação, lutam em uma interminável “guerra de versões”, os mercadores do país seguem seus planos de fazer tráfico de influência e o total leilão de nossas riquezas.

O grupo de piratas, pagos pelo mercado internacional, está fazendo sua parte, jogando a população de um lado para o outro até o ponto de, na briga para defender a bandeira e o patrimônio nacional, as duas partes se distraírem enquanto os mercenários saqueiam a nação.

Os sabotadores da nação estão rindo desse conflito infantil, improducente e dispendioso de tempo e energia, que eles mesmos criaram para entreter um povo inocente e imaturo, que não consegue, ainda, sair dessa armadilha tão simples como uma arapuca bem montada para pegar ingênuos.

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