Google lança Pixel 4 com sensor de movimento e aprimoramentos de privacidade

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Entre outras coisas, tornou mais natural o uso do Google para acessar os recursos da Internet e do assistente digital naturalmente com voz ou gestos a qualquer momento | Foto: Johannes Eisele / AFP / CP

O Google apresentou nesta terça-feira seus mais novos aparelhos Pixel, com o objetivo de aumentar sua participação no mercado de smartphones com recursos como o reconhecimento gestual que permite que os usuários agitem suas mãos para executar funções. Os modelos Pixel 4 fizeram sua estreia pública em um evento “Made by Google”, onde a gigante da Internet atualizou sua linha de hardware antes da temporada de compras de fim de ano. A Google disse que o Pixel 4 tem preço inicial de 799 dólares nos Estados Unidos para o modelo com tela de 5,7 polegadas e estará disponível a partir de 24 de outubro. o modelo maior, Pixel XL, de 6,3 polegadas, será vendido a preço inicial de 899 dóalres.

Com os novos dispositivos, o Google visa aumentar sua participação no segmento de smartphones premium, dominado pela Samsung e pela Apple, que lançou recentemente um iPhone 11 a partir de 699 dólares. O evento em Nova Iorque apresentou atualizações incluídas nas câmeras e alto-falantes domésticos inteligentes Nest e também anunciou que o serviço de streaming de jogos Stadia será lançado em 19 de novembro. Os smartphones oferecem uma oportunidade de mostrar os recursos do sistema operacional Android e o Google Assistant, alimentado por inteligência artificial.

O Pixel 4 apresenta recursos aprimorados de câmera, usando inteligência artificial para aumentar o zoom óptico e tirar melhores fotos após o anoitecer, com um recurso dedicado à captura de imagens do céu à noite. A tecnologia de detecção de movimento em que o Google vem trabalhando há algum tempo está incorporada ao Pixel 4 e permitirá executar alguns controles básicos, como silenciar alarmes ou pular para a próxima música, levantando ou agitando as mãos. Os aparelhos também incluem um recurso de “desbloqueio facial” semelhante aos de iPhones e outros dispositivos.

O impulso do Google no setor dos hardwares chega em um momento em que a empresa enfrenta um escrutínio maior sobre sua posição dominante em pesquisa na Internet e em publicidade digital. Em meio a revisões antitruste em ambos os lados do Atlântico, o Google procura diversificar seus negócios adicionando mais dispositivos e serviços

Lançamento do Stadia
A titã da Internet lançará seu serviço de streaming de jogos Stadia no dia 19 de novembro, na esperança de enviar jogos com qualidade de console para a nuvem. O Stadia permite jogar videogame em qualquer dispositivo conectado à Internet, eliminando a necessidade de consoles de jogos. Ele custará 9,99 dólares por mês e competirá com o Apple Arcade, que está sendo oferecido pela metade desse preço. O Google atualizou produtos em toda a sua linha de hardwares, desde dispositivos domésticos inteligentes Nest até laptops Chromebook e fones de ouvido sem fio com inteligência artificial.

Wtre outras coisas, tornou mais natural o uso do Google para acessar os recursos da Internet e do assistente digital naturalmente com voz ou gestos a qualquer momento. A noção de ter serviços on-line e inteligência de máquina por todos os lados e sempre prontos para atender as pessoas, sem que elas precisem tocar em smartphones ou teclados, é chamada de “computação ubíqua”. “Nossa visão para a computação ubíqua é criar uma experiência única e consistente em qualquer lugar que você vá”, disse Rick Osterloh, chefe da divisão de hardware do Google.

Embutindo privacidade
O Google enfatizou os aprimoramentos de privacidade em sua linha de produtos, mantendo mais dados pessoais e funções de computação nos dispositivos, em vez de enviá-los aos datacenters na nuvem. “A privacidade está embutida”, disse a diretora de gerenciamento de produtos do Google, Sabrina Ellis, ao apresentar o Pixel 4. “O novo Google Assistant pode responder às solicitações diárias no dispositivo”. Os dados processados nos aparelhos Pixel 4 “nunca são salvos ou compartilhados com outros serviços do Google”, acrescentou.

“Hoje cada vez mais a história do Google é sobre recursos de IA no dispositivo (…) isso abre muitas possibilidades para desempenho mais rápido e melhor privacidade”, disse o analista-chefe da Technalysis Research, Bob O’Donnell, em um tuíte.

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