Região Celeiro tem baixa participação no PIB do Estado

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Dados fornecidos pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), órgão vinculado a Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG), revelam que cinco municípios da Região Celeiro tiveram 0,1% cada de participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul (RS) em 2017. A exceção no levantamento regional é Três Passos, que alcançou 0,2%.

Santo Augusto, Tenente Portela, Crissiumal, Coronel Bicaco, São Martinho e Três Passos, são os únicos entes da Região Celeiro que apareceram no estudo divulgado pelo DEE com índice acima de 0,0%. Esses percentuais são reflexos da baixa atividade econômica nesta parte do Estado.

Com a logística dificultada em virtude da distância dos grandes centros consumidores e carente de investimentos volumosos em indústrias, por exemplo, a geração de emprego e renda se tornou o maior desafio dos gestores públicos congregados pela Amuceleiro no decorrer das últimas décadas.

Uma indiscutível consequência da falta de postos de trabalho é a redução da população regional. O Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrava que os 21 componentes da Região Celeiro, somados, tinham 141.482 habitantes. Esse contingente caiu para 137.640 moradores, segundo a estimativa populacional divulgada pelo IBGE em julho deste ano.

A pequena participação no PIB do RS também colocou oito municípios da Região Celeiro entre os 100 piores no ranking estadual de 2017: Derrubadas (403º), Braga (404º), Esperança do Sul (422º), Vista Gaúcha (428º), Inhacorá (445º), São Valério do Sul (454º), Bom Progresso (457º) e Barra do Guarita (489º).

Conforme o indicador de 2017, as cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Gravataí, Rio Grande, Triunfo, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas e Santa Cruz do Sul, concentravam 42,3% da atividade econômica do Rio Grande do Sul.

– A produção destes dados é fundamental para o Estado e para o planejamento de políticas públicas. Também é importante por demonstrar a dinâmica e a performance dos municípios a partir de informações sobre todos os segmentos produtivos – reitera Vanessa Sulzbach, chefe da Divisão de Indicadores Estruturais do DEE.

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