Associação de jornalistas critica tratamento dado à imprensa durante posse de Bolsonaro

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A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), emitiu uma nota na terça-feira, 1º, criticando o tratamento dado à imprensa durante a cobertura da cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o documento, o tratamento dado aos jornalistas foi “antidemocrático” ao “restringir o trabalho da imprensa”.

​A colunista da Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo, publicou um texto em que relata como foi o tratamento dado aos jornalistas durante a cerimônia. De acordo com a colunista, somente um jornalista de cada veículo pôde entrar no Palácio e com acesso restrito às autoridades, algo inédito desde a redemocratização brasileira.

“Os outros ficariam do lado de fora, na portaria ou num corredor aberto no meio da população. E a assessoria alertava: neste local, era preciso evitar movimentos bruscos. Fotógrafos não deveriam erguer suas máquinas. Qualquer movimento suspeito poderia levar um sniper [atirador de elite] a abater o ‘alvo”, escreveu a jornalista.

Leia a nota da Abraji na íntegra:

“Um governo que restringe o trabalho da imprensa ignora a obrigação constitucional de ser transparente. Os brasileiros receberão menos informações sobre a posse presidencial por causa das limitações impostas à circulação de jornalistas em Brasília.

Confinados desde as 7h, alguns com acesso limitado a água e a banheiros, eles não puderam interagir com autoridades e fontes, algo corriqueiro em todas as cerimônias de início de governo desde a redemocratização do país.

A Abraji protesta contra este tratamento antidemocrático aos profissionais que estão lá para levar ao público o registro histórico deste momento”.

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