Medeiros afirma ter sofrido ameaças após o Gre-Nal

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Medeiros afirma ter sofrido ameaças após o Gre-Nal | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Perder Gre-Nal nunca foi fácil. Nem para jogadores, nem para a torcida, nem para os dirigentes. Se a derrota é a terceira em quatro clássicos na temporada, como aconteceu ao Inter na semana passada, a cobrança é ainda mais forte. Foi o que aconteceu ao presidente do Inter, Marcelo Medeiros. Após o novo revés do time na Arena, quando perdeu por 2 a 0 para o rival, o mandatário colorado e seus familiares foram ameaçados de várias formas.

As mensagens com ameaças começaram logo após o Gre-Nal. Houve ligações de números não identificados para o celular do próprio Medeiros e também para o seu gabinete no Beira-Rio. As ameaças não foram tratadas publicamente até ontem, quando o presidente publicou nas redes sociais uma espécie de desabafo. “A última semana foi muito dura, com justas críticas e cobranças e até mesmo algumas ameaças. Mais do que ninguém, quero ver o Inter campeão. O que nos resta é trabalhar, trabalhar e trabalhar. Nosso compromisso é fazer o certo, com retidão e seriedade. Tenho a convicção de que estamos no caminho, e a recompensa chegará no futuro”, escreveu o presidente, em sua primeira manifestação desde o clássico.

Medeiros atendeu o Correio do Povo, mas disse que não falaria mais sobre as ameaças. Confirmou que não levou o assunto à polícia e ressaltou que seguirá trabalhando até o final da sua gestão, em dezembro. E desligou o telefone, pedindo desculpas. No dia seguinte ao Gre-Nal, sob forte pressão, Medeiros reuniu-se com os dirigentes do departamento de futebol e deixou claro que a postura do time no clássico foi inaceitável”.

À tarde, ainda na quinta, apareceram faixas contra Medeiros em frente ao Beira-Rio. Na sexta, a rotina do CT Parque Gigante foi alterada por um protesto. A manifestação começou pacífica e, após a chegada de um segundo grupo de torcedores, descambou para a violência. Ao menos três deles arremessaram fogos de artifício para dentro do CT, assustando os jogadores. O gesto violento motivou a intervenção da Brigada Militar, que deteve 20 torcedores. Entre eles havia um que responde por assassinato.

A amigos, Medeiros afirma que vê o contexto político do Inter e as eleições no final do ano como pano de fundo das manifestações. Seja como for, o presidente colorado, que é neto, filho e sobrinho de ex-presidentes encerrará sua gestão sem títulos, já que as demais competições se encerrarão em 2021. Sua última chance foi o Gauchão.

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