Sobrinha de Trump adianta publicação de livro polêmico sobre o tio

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A publicação do livro da única sobrinha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, extremamente crítica a seu tio e com revelações familiares desagradáveis, foi adiantada de 28 para 14 de julho, anunciou a editora Simon and Schuster nesta segunda-feira (6). A decisão foi tomada depois que um irmão de Trump, Robert, tentou sem sucesso bloquear a publicação na justiça de Nova York. Mas ainda está pendente uma recente ordem de restrição contra a escritora, que lhe impede de falar ou escrever sobre a família e que será analisada em um tribunal em 10 de julho. "O ato de um presidente em exercício de reprimir um cidadão específico é apenas o mais recente de uma série de condutas perturbadoras que já desestabilizaram uma nação fraturada que enfrenta uma pandemia global", disse uma nota enviada pelo porta-voz de Mary Trump, Chris Bastardi, ao jornal USA Today. "Se Mary não pode comentar, só resta a dúvida: do que Donald Trump tem medo?", acrescentou a nota. Robert Trump alega que sua sobrinha Mary violou um acordo de confidencialidade que a impede de falar ou escrever sobre a família, assinado em 2001 e pelo qual o mesmo tribunal resolveu uma disputa sobre os bens de seu avô, o magnata imobiliário Fred Trump (pai de Donald, Robert e Fred Trump Jr, este último sendo o pai de Mary). No livro, o primeiro sobre o presidente americano escrito por um familiar, Mary, uma psicóloga de 55 anos, narra suas experiências no seio de uma "família tóxica" na casa de seus avós. É intitulado "Too Much and Never Enough: How My Family Created the World’s Most Dangerous Man" (Demais e nunca o suficiente: como minha família criou o homem mais perigoso do mundo) e tem 240 páginas, informou a Simon & Schuster em resenha da obra em seu site. A obra "lança luz sobre a história sombria da família para explicar como seu tio se tornou o homem que agora ameaça a saúde, a segurança econômica e o tecido social mundial", diz o editorial. A autora narra "a estranha e prejudicial relação entre Fred Trump (avô de Mary Trump) e seus dois filhos mais velhos, Fred Jr. e Donald", acrescentou. O pai de Mary Trump, Fred, que sofria de alcoolismo, morreu aos 42 anos, em 1981. A sobrinha de Trump afirma que seu tio "o desprezou e zombou dele" quando começou a sofrer de Alzheimer. Desde que Trump assumiu a presidência em janeiro de 2017, Mary Trump manteve um perfil baixo sobre sua família, mas criticou publicamente seu tio no passado. Seu irmão e ela processaram Donald Trump por "influência indevida" na distribuição da herança de centenas de milhões de dólares deixada por seu avô Fred quando morreu em 1999.

A publicação do livro da única sobrinha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, extremamente crítica a seu tio e com revelações familiares desagradáveis, foi adiantada de 28 para 14 de julho, anunciou a editora Simon and Schuster nesta segunda-feira (6).

A decisão foi tomada depois que um irmão de Trump, Robert, tentou sem sucesso bloquear a publicação na justiça de Nova York.

Mas ainda está pendente uma recente ordem de restrição contra a escritora, que lhe impede de falar ou escrever sobre a família e que será analisada em um tribunal em 10 de julho.

“O ato de um presidente em exercício de reprimir um cidadão específico é apenas o mais recente de uma série de condutas perturbadoras que já desestabilizaram uma nação fraturada que enfrenta uma pandemia global”, disse uma nota enviada pelo porta-voz de Mary Trump, Chris Bastardi, ao jornal USA Today.

“Se Mary não pode comentar, só resta a dúvida: do que Donald Trump tem medo?”, acrescentou a nota.

Robert Trump alega que sua sobrinha Mary violou um acordo de confidencialidade que a impede de falar ou escrever sobre a família, assinado em 2001 e pelo qual o mesmo tribunal resolveu uma disputa sobre os bens de seu avô, o magnata imobiliário Fred Trump (pai de Donald, Robert e Fred Trump Jr, este último sendo o pai de Mary).

No livro, o primeiro sobre o presidente americano escrito por um familiar, Mary, uma psicóloga de 55 anos, narra suas experiências no seio de uma “família tóxica” na casa de seus avós.

É intitulado “Too Much and Never Enough: How My Family Created the World’s Most Dangerous Man” (Demais e nunca o suficiente: como minha família criou o homem mais perigoso do mundo) e tem 240 páginas, informou a Simon & Schuster em resenha da obra em seu site.

A obra “lança luz sobre a história sombria da família para explicar como seu tio se tornou o homem que agora ameaça a saúde, a segurança econômica e o tecido social mundial”, diz o editorial.

A autora narra “a estranha e prejudicial relação entre Fred Trump (avô de Mary Trump) e seus dois filhos mais velhos, Fred Jr. e Donald”, acrescentou.

O pai de Mary Trump, Fred, que sofria de alcoolismo, morreu aos 42 anos, em 1981. A sobrinha de Trump afirma que seu tio “o desprezou e zombou dele” quando começou a sofrer de Alzheimer.

Desde que Trump assumiu a presidência em janeiro de 2017, Mary Trump manteve um perfil baixo sobre sua família, mas criticou publicamente seu tio no passado.

Seu irmão e ela processaram Donald Trump por “influência indevida” na distribuição da herança de centenas de milhões de dólares deixada por seu avô Fred quando morreu em 1999.

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