Réu por morte de contadora no Noroeste, marido oferece recompensa de R$ 30 mil por informações sobre caso

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Réu pela morte e ocultação do cadáver de Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, o marido e vereador Paulo Ivan Landfeldt ofereceu recompensa de R$ 30 mil para quem fornecer informações sobre o caso. A contadora sumiu em janeiro do ano passado em Palmeira das Missões, no noroeste do Estado. Os restos mortais foram encontrados cerca de um ano depois, no limite com o município de Condor.

O vereador chegou a ser preso em fevereiro de 2018 pelo sumiço da mulher. Ele é acusado de ter sido o mandante da morte. Ismael Bonetto, 22 anos, que segue preso, também responde pelo crime. Para o Ministério Público, o rapaz matou Sandra a mando do político, em troca de pagamento em dinheiro. Os dois negam envolvimento no crime.

Na postagem, Landfeldt afirma que “após acabar a esperança de encontrar Sandra com vida”, oferece a recompensa para quem tiver informações que ajude a elucidar o crime. O vereador afirma ainda que foi apontado como participante no desaparecimento e morte da mulher e que sofreu constrangimento social e familiarmente. O casal teve três filhas, que hoje residem com parentes da contadora. “Peço a ajuda de todos para chegarmos à verdade”, escreveu.

Em 21 de janeiro, uma ossada foi encontrada em área de mato, perto de lavoura de soja, às margens da BR-158. No local, também estavam enterrados cartões em nome da contadora. Na blusa que ela vestia havia uma perfuração, indicando que pode ter sido vítima de disparo de arma de fogo.

Os restos mortais foram encaminhados para perícia em Porto Alegre. A análise da arcada dentária confirmou que o corpo era de Sandra. Segundo a delegada Cristiane Van Riel Santos, a polícia aguarda laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP). A família ainda aguarda liberação para sepultamento.

Landfeldt, que é vereador em Boa Vista das Missões, alega que foi extorquido por Bonetto e que não tem envolvimento no crime. O rapaz, que segue no Presídio de Palmeira das Missões, chegou a confirmar no primeiro depoimento que matou a contadora a mando do vereador. No entanto, voltou atrás, alegando que extorquiu o político e que não tem relação com o crime.

“Tinha esperança que ela estivesse viva”

O vereador diz que, mesmo mais de um ano após o sumiço, acredita que alguém possa ter informações sobre o desaparecimento, que contribua com a elucidação. Landfeldt afirma ainda que acreditava que a mulher poderia estar viva, com base em relatos de que uma mulher teria sido vista saindo da caminhonete, no local onde o veículo foi encontrado.

— Tinha esperança que ela estivesse viva — diz.

Questionado se não tem receio de sofrer nova extorsão, ao fazer oferta em dinheiro, como alega ter sido vítima anteriormente, garante que o pagamento só será feito por informações encaminhadas para órgãos que atuam no caso.

— Não adianta me procurar. Devem procurar direto a polícia ou a Justiça, conforme a nota publicada. Aguardo a entrega dos laudos periciais e que pessoas próximas da onde foi encontrado os restos mortais possa trazer informações novas para ajudar na elucidação do ocorrido — afirma.

FONTE: Gaúcha ZH

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