Moradora de Tenente Portela passa por cirurgia cardíaca inédita no Brasil

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Lauren Reisderfer foi submetida à cirurgia no Hospital São Francisco da Santa Casa de Porto Alegre (Foto: Reprodução/Facebook)

por meio de ação aplicada pela defensora pública e diretora regional da Defensoria Pública Regional de Tenente Portela, Camila Mollerke Santos, Lauren Reisderfer, de 16 anos, foi submetida a um procedimento operatório inédito no Brasil, que consiste na colocação de um cateter através da veia femoral, localizada na perna, sem necessidade de abrir o tórax da paciente, considerado um método menos invasivo, sem cortes e com baixo risco cirúrgico. O procedimento foi realizado no início de setembro, no Hospital São Francisco da Santa Casa de Porto Alegre.

Camila Mollerke Santos ressaltou que trabalhar com a saúde é angustiante devido à escassez de tempo nestes casos. – Nos casos de ações judiciais temos sempre que pensar na melhor estratégia desde o ajuizamento para que o êxito venha e rápido, pois o bem da vida não pode esperar. No caso em foco é preciso ressaltar que além do trabalho da

Defensoria Pública, tivemos uma Justiça rápida sob os olhos do Judiciário local que é sempre atento às necessidades do povo e atua de forma prudente e veloz. Com o auxílio e orientação ágil do Núcleo de Defesa da Saúde (NUDS) e colaboração de toda nossa equipe de estagiárias obtivemos sucesso no cumprimento, ainda em tempo, da liminar. Sem dúvida é muito gratificante – afirmou a defensora.

O caso:

Lauren Reisderfer sofreu as primeiras paradas cardíacas com apenas cinco meses de vida e, desde então, de forma recorrente, visita hospitais para realizar exames e cirurgias. Ela sofre de cardiopatia congênita, ou seja, uma anormalidade na estrutura e função de seu sistema cardíaco. Aos nove anos de idade necessitou de um implante de válvula pulmonar, porém, três anos depois, precisou substituir a válvula que apresentou problemas devido a calcificações no local.

Aos 15 anos de idade, a válvula pulmonar novamente apresentou problemas, fazendo com que a mãe da menina corresse contra o tempo atrás de recursos para realizar os exames e a nova cirurgia. No ano seguinte, por meio do trabalho da Defensoria Pública Regional de Tenente Portela, a adolescente pôde realizar a cirurgia inovadora que possibilitou rápida recuperação. A portelense recebeu alta do hospital em apenas sete dias.

FONTE: Defensoria Pública do Rio Grande do Sul

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