De olho na ideia – O Que está acontecendo na Venezuela?

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Assim como ocorreu com Chaves em 2002, quando foi dado o Carmonasso (uma tentativa de golpe dada pelo presidente da Federação Venezuelana de Câmaras de Comércio/ Fedecâmaras), está acontecendo com Nícolas Maduro em 2019. Com o mesmo modelo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, de maioria opositora, Juan Guaidó, se declarou “presidente encarregado” em Caracas.

O aspecto que mudou se refere aos nomes: antes o presidente era Hugo Chaves e o golpista era Carmona, e hoje o presidente é Maduro e o golpista é Guaidó. Mas os objetivos são os mesmos, o cenário geopolítico é o mesmo e as forças que se digladiam na América Latina são as mesmas.

Os mesmos que deram o golpe em Dilma por causa do pré-sal e o enfiaram goela abaixo, a gangue de milicianos e paramilitares no posto mais alto do poder da República estão derrubando o “ditador Maduro”.

Da mesma forma que a Fiesp, a Fierj e a Fiergs encamparam a destruição da República para retirar um governo eleito do poder, a Fedecâmaras e toda a estrutura vinculada ao “mercado” quer retirar Maduro do posto de presidente da República.

Prova clara de que esse novo golpe está sendo dado com o aval dos norteamericanos é o imediato reconhecimento de Guaidó como presidente pelos Estados Unidos e pelo Brasil (que se transformou em um boneco de ventríloquo do Tio Sam).

Já os países que não são alinhados com os EUA (China, Rússia e Turquia) não reconhecem Guaidó e deram um recado claro de que continuam reconhecendo Maduro como a autoridade máxima da Venezuela.

Estão estraçalhando a Venezuela, boicotando sua economia e destruindo sua soberania, mas o povo venezuelano está resistindo com galhardia e assegurando sua pátria, enquanto o povo brasileiro entregou sua honradez e suas riquezas para o império norteamericano.
É bem provável que, com mais tempo ou menos tempo, de tanto corroer as estruturas econômicas do país, a oposição e as forças aliadas ao mercado, irão ter êxito, pois são poucos os países que conseguem defender sua soberania quando são atacados de forma tão sistemática. A diferença da Venezuela está em seu Exército, que parece ser, realmente, comprometido com o povo e as instituições nacionais. Ao que parece os militares venezuelanos não vão deixar o país virar um feudo norteamericano, como aconteceu com a Argentina e com o Brasil.

A Venezuela possui um dos Exércitos mais bem preparados da América do Sul e, com o apoio da China, da Rússia e da Turquia, pode rechaçar qualquer tentativa bélica contra seu território, mas até quando vai aguentar a guerra psicológica, a guerra de informações, a guerra econômica, isso são “outros 500”.

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