Caso Bernardo: Justiça prevê mais de cinco dias de julgamento dos réus

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Por meio de uma Nota de Expediente, divulgada nesta quinta-feira (29), a 1ª Vara Judicial de Três Passos estima que a sessão do Tribunal do Júri dos quatro réus no Caso Bernardo Boldrini perdure por mais de cinco dias. A previsão é ouvir 28 testemunhas e os acusados.

Ainda sem data definida, o julgamento foi confirmado na cidade de Três Passos depois que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) indeferiu a solicitação de desaforamento do caso, apresentada pela Juíza de Direito, Sucilene Engler Werle, da 1ª Vara Judicial de Três Passos. A magistrada pedia que a sessão do Tribunal do Júri fosse transferida para Porto Alegre.

A Nota de Expediente ainda cita o pedido da defesa de Leandro Boldrini, pai do menino, para que as testemunhas permaneçam incomunicáveis desde o início do julgamento até o término dos depoimentos. Neste caso, as testemunhas não poderão acessar nenhum celular, internet e meios de comunicação, tampouco manter contato com outras pessoas no período.

Caso seja mantida essa decisão, o Poder Judiciário deverá arcar com gastos como alimentação e transporte das testemunhas, além de diárias em hotéis, onde os jurados serão acompanhados de Oficiais de Justiça para garantir a incomunicabilidade de todos. Devido aos altos custos, o Poder Judiciário pediu para a defesa de Leandro Boldrini se manifestar em até 48 horas se ainda tem interesse na incomunicabilidade das testemunhas.

O caso:

De acordo com a investigação da Polícia Civil, Bernardo Uglione Boldrini foi morto em 04 de abril de 2014. O corpo da criança de 11 anos, no entanto, foi encontrado enterrado dez dias depois, no interior de Frederico Westphalen.

No dia 15 de abril de 2014, Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz foram presos. Em maio daquele ano, Evandro Wirganovicz também foi preso. No mesmo mês, Leandro, Graciele e Edelvânia acabaram denunciados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima). Os quatro foram denunciados, ainda, por ocultação de cadáver. O pai do menino responde também por falsidade ideológica.

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