Projeto em Santo Ângelo busca inserir mulheres no mercado de trabalho

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Projeto elaborado em Santo Ângelo busca colocar mulheres no mercado de trabalho | Foto: Felipe Dorneles / Especial / CP

Uma iniciativa desenvolvida pela Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (CMM) de Santo Ângelo, nas Missões, prevê ampliar as possibilidades de emprego e renda para o público feminino da cidade. O objetivo do projeto “Mulheres na construção civil: construindo autonomia” é introduzir e capacitar em uma área com mão de obra deficitária e levar qualidade nos processos dos serviços, como acabamentos.

A diretora da CMM, Simone Lunkes, justifica que a demanda foi identificada na Coordenadora em atendimentos a mulheres que sofrem violência doméstica e problemas financeiros e que não têm qualificação para se inserir no mercado. Somente nos primeiros cinco meses do ano, a CMM fez 116 atendimentos psicológicos, 13 jurídicos e 39 vistas domiciliares e acompanha mais de 200 medidas protetivas.

Conforme a coordenadora, a escolha pela construção civil deve-se por ser um setor com demanda sempre em ascensão, além de ser carente de um olhar detalhista. As atividades serão custeadas por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil. Nos próximos dias, deve ser divulgado o edital para as interessadas em participar do curso, sendo que um dos critérios é ter acima de 18 anos. Haverá, inicialmente, 40 vagas, para 200 horas teóricas mais atividades práticas. Estão previstas parcerias com construtoras e universidades.

Maria Francisca Pinto Lenz, 49, atua há 11 anos na construção civil e indica a atividade para outras mulheres, por ser uma área com demanda e boa rentabilidade. Ela realiza junto com o marido reformas residenciais. “Toda a parte de acabamentos e colocação de revestimentos é de minha responsabilidade”, destaca. A trabalhadora conta que produzia roupas de couro, porém a demanda sazonal a fez migrar para a construção. O secretário da Indústria e Comércio de Santo Ângelo, João Baptista Santos da Silva, revela que nos primeiros meses deste ano o município teve um saldo positivo de 294 admissões. Ele estima, porém, que 8% da mão de obra disponível na cidade esteja desempregada e avalia que é um percentual baixo quando comparado a outros municípios em nível estadual e nacional.

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