Mais de 6 toneladas de produtos impróprios para consumo são apreendidos em Campo Novo e Redentora

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Alimentos vencidos eram reembalados ou aproveitados para fazer pizzas e outros produtos em quase todos os estabelecimentos fiscalizados

A Força Tarefa do Programa Segurança Alimentar, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), fiscalizou quatro estabelecimentos comerciais de Campo Novo na terça-feira, 23. A ação resultou no descarte de três toneladas de produtos sem condições de consumo.
Segundo o MP-RS, foram fiscalizados e autuados o Super Cotricampo, que teve 826,5 kg de produtos de origem animal apreendidos, o Mercado RedeFort, com 72 kg, o Mercado Bom Também com 179 kg e o Mercado Avenida com 179,5 kg. Entre os principais problemas encontrados nestes comércios estão carnes sem identificação de origem, produtos fora do prazo de validade, com embalagens danificadas, fora da temperatura ideal, produtos sem certificado de origem, estragados, armazenados de forma incorreta e com presença de insetos, além de falta de higiene e de infraestrutura.

O proprietário do Mercado Avenida foi preso durante a operação por crime contra as relações de consumo. Conforme o MP-RS, o empresário remarcava a data de validade dos produtos, usando sobreposição de etiquetas para apagar a data original de validade.

Já na quarta- feira, 24, a ação da Força-Tarefa do Programa Segurança Alimentar, realizou a fiscalização em dois estabelecimentos no município de Redentora. Durante a operação os promotores encontraram 3,1 toneladas de produtos sem condições de consumo, que foram descartados.

O Supermercado Roque foi autuado por problemas na temperatura de armazenamento dos produtos de padaria, produtos vencidos e carnes fracionadas irregularmente. Neste local, foram inutilizados 70 quilos de alimentos.

Já o Supermercado Cotricampo, em virtude do grande número de irregularidades que foram detectadas, foi totalmente interditado. Segundo a nota do Ministério Público, no local, houve a prisão da gerente por crime contra as relações de consumo. Os promotores justificaram a prisão em virtude da identificação de problemas higiênico-sanitários graves em todas as áreas.

Conforme o fiscal estadual agropecuário, da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Tenente Portela, Gustavo Sarturi Gheller, que participou da ação, “o serviço de fiscalização é de suma importância para garantir a qualidade dos alimentos e a saúde dos consumidores. Encontramos muitos produtos vencidos em péssimas condições higiênico-sanitárias que eram reaproveitados pelos estabelecimentos”, concluiu Gustavo

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