Fortes explosões atingem Beirute, no Libano

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Explosões atingiram o porto de Beirute e deixaram dezenas de feridos nesta terça-feira. Segundo o ministro da Saúde, Hamad Hassan, a detonação teria acontecido em um navio carregado de fogos de artifício.

A área portuária foi isolada pelas forças de segurança, que só permitem a passagem de agentes da defesa civil, o balé de ambulâncias com suas sirenes e caminhões de bombeiros. Os jornalistas foram proibidos de acessar a zona, segundo um correspondente da AFP. Nas proximidades do distrito portuário, os danos e a destruição são enormes.

A mídia local transmitiu imagens de pessoas presas em escombros, algumas cobertas de sangue. Segundo informações preliminares da imprensa local, as explosões resultaram de um incidente no porto de Beirute. Mas as circunstâncias e os detalhes do incidente permanecem desconhecidos.

Nas redes sociais, moradores da capital relatam que janelas de edifícios e casas no entorno do local ficaram estilhaçados. Segundo o portal Al Arabya, o barulho das explosões foi ouvido por pessoas que estavam a até 20 km do porto.

De acordo com os correspondentes da AFP, muitos residentes atingidos andam nas ruas em direção a hospitais. No bairro de Achrafieh, os feridos correm para o Hôtel Dieu. Em frente ao centro médico de Clémenceau, dezenas de feridos, incluindo crianças, às vezes cobertas de sangue, esperavam para serem admitidos, segundo um correspondente da AFP.

Quase todas as vitrines das lojas dos bairros de Hamra, Badaro e Hazmieh estavam quebradas, assim como os vidros dos carros. Carros foram abandonados nas ruas com os airbags inflados.

Crise econômica
O Líbano atravessa sua pior crise econômica em décadas, marcada por depreciação monetária sem precedentes, hiperinflação, demissões em massa e restrições bancárias drásticas, que alimentam há vários meses o descontentamento social.

Há uma semana, após meses de relativa calma, Israel disse que frustrou um ataque “terrorista” e abriu fogo contra homens que cruzaram a “Linha Azul” entre o Líbano e Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, atribuiu a infiltração ao Hezbollah, um movimento armado pró-iraniano muito influente no sul do Líbano e que o Estado judeu considera como seu inimigo.

Acusado de “brincar com fogo”, o Hezbollah negou qualquer envolvimento.

Veredicto sobre assassinato do ex-primeiro-ministro
Nesta sexta-feira, está marcada a divulgação do veredicto, pelo tribunal apoiado pela ONU, no julgamento contra quatro homens acusados de terem participado do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri. O crime ocorreu em 2005. O documento trata-se de uma etapa fundamental em um longo e caro processo no qual os suspeitos continuam em liberdade. O atual primeiro-ministro já havia alertado, nesta segunda-feira, que autoridades deveriam se preparar para as ”consequencias do julgamento”.

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