Instrução normativa deverá definir data de plantio e vazio sanitário para a soja no RS

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O Rio Grande do Sul terá uma instrução normativa definindo o calendário da semeadura e o vazio sanitário da soja. A decisão foi tomada na tarde da última quinta-feira (04) durante reunião da Câmara Setorial da Soja, na Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).

Representantes de produtores, indústria, pesquisadores, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do sistema financeiro, discutiram os detalhes sobre a melhor época para o plantio, a data limite para a colheita e o período de vazio sanitário, no qual a semeadura não é permitida para evitar a ferrugem asiática, principal doença que ataca a oleaginosa. No Brasil, estima-se que os prejuízos com essa doença cheguem a U$ 2,8 bilhões por safra.

A ferrugem asiática (ou ferrugem da soja) é causada por um fungo que impede a completa formação do grão, reduzindo a produtividade. Foi identificada pela primeira vez no Brasil em 2001, e a sua disseminação é feita pelo vento. A ferrugem ocorre em praticamente todas as regiões brasileiras, e uma das estratégias de manejo é o vazio sanitário.

– Avançamos bastante, pois, além de conseguir fechar uma minuta de proposta da instrução normativa, vamos agendar reuniões com a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina para tentar harmonizar os calendários – afirmou Paulo Lipp, coordenador das Câmaras Setoriais da SEAPDR. Essa instrução normativa já está em vigor em quase todos os estados produtores de soja do país, inclusive no Paraná e em Santa Catarina.

Além desta normatização, a Câmara Setorial da Soja definiu que a coordenação passará a ser feita pelos produtores e por empresas cerealistas, com a assessoria técnica da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

Dados da soja:

No Rio Grande do Sul, a área plantada com soja no período 2018/2019 foi de 5,8 milhões de hectares. A colheita chegou a 18,6 milhões de toneladas, um crescimento de 6,45% em relação à safra anterior.

A produtividade ficou em 3.218 quilos por hectare, um aumento de 5,61% em relação ao ano anterior, segundo dados da Emater-Ascar.

FONTE: SECOM-RS

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