Um Lunático no Poder

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Já era esperado que iríamos viver um dos períodos mais sombrios da história do Brasil. Todos os indícios apontavam para um caminho sinistro e completamente desligado do humanismo e da coerência.
Quando começaram os sussurros da estupidez e as declarações mais irracionais já era perceptível que a violência e o autoritarismo seriam o carro chefe da nossa nação.
Mentiras deslavadas, falta de respeito com a humanidade, uso da religião de forma dissimulada com o objetivo de distorcer todos os preceitos que defendem a dignidade humana e a harmonia social, foram as sementes desse estado de coisas.
Entramos no limiar da barbárie. Já não há como esconder que a ignorância está nos levando para uma enorme lagoa de areia movediça, que está tragando todos os elementos que constituem a paz social.
As brigas institucionais continuam enfraquecendo a democracia, ferramenta fundamental para o diálogo e a paz social, enquanto o cristianismo está sendo deturpado e usado para justificar o ódio que jamais poderia vir das escrituras.
A bandeira do país está sendo usurpada por movimentos messiânicos, que a utilizam para justificar a subserviência aos Estados Unidos. Eles inclusive usam, junto com a bandeira do Brasil, fantasias do Tio Sam, mostrando que nossa soberania é vilipendiada e os brasileiros se comportam como uma colônia submissa.
Como se não bastassem todos os escândalos, todas as provas de insanidade que estão sendo expostas em nosso cotidiano, agora vemos a cena dantesca da execução de um cidadão pela Polícia Rodoviária Federal. Uma cena inimaginável, uma realidade aterradora, um crime inominável cometido com abuso de poder e instrumentalizando as instituições da República como forma de executar a tortura e a estupidez.
Isso tudo na mesma semana em que mais uma chacina foi realizada na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, matando 25 pessoas. Tal ato teve o reconhecimento do governo federal como um ato heróico, embora tenham morrido muitos que eram “completamente inocentes” e outros que eram “suspeitos”.
O Rio de Janeiro de hoje é um perigo para qualquer suspeito. O único problema é conseguir distinguir entre quem é e quem não é suspeito. Mais difícil ainda é saber quem tem o poder de determinar quem é suspeito e quem merece viver ou morrer.
Esse método miliciano de agir está querendo se expandir para o país inteiro como se fosse uma solução, mas é realmente, uma escalada de terror.
No Brasil, estamos presenciando a sabedoria dos Provérbios 29:2 -“Quando os justos governam, o povo se alegra; quando os perversos estão no poder, o povo geme.”

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