Provocação HÍbrida, Resposta convencional

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O que era operação militar para limpar o nazismo da Ucrânia, segundo os argumentos do comando militar russo, passou a ser uma guerra territorial. O comandante russo afirmou que “foram ampliados os objetivos” na Ucrânia e que enquanto os países do ocidente continuarem a contribuir com a Ucrânia os russos vão continuar a ocupar espaços.
Obviamente que os russos já tinham esse plano e que os primeiros argumentos eram uma estratégia de comunicação, para ficar mais aceitável a invasão da Ucrânia aos olhos do mundo. Afinal, um plano de guerra não é algo que se mude assim, por um ímpeto, uma vontade ou mera birra. A Rússia já sabia, exatamente e com detalhes, o que queria na Ucrânia; sabia também que seria muito difícil as potências ocidentais entrarem na guerra e que a ocupação se daria de forma longa e constante.
A impressão que se tem, daqui, bem longe do conflito e sem condições de acessar informações fidedignas e imparciais, é de que existe uma certa conivência da OTAN e que o presidente da Ucrânia foi empurrado para uma briga que não tinha condições de vencer.
Zelesnki se elegeu em tom de provocação contra os russos. Afirmou que iria se juntar à OTAN. Provocou a onça com vara curta e, quem sabe, não esperava esse desfecho. Os fazedores de bravatas nunca esperam que alguém compre a parada, que alguém aceite suas provocações.
No caso da Ucrânia é bem provável que os militares da Rússia já haviam pressentido que os ataques aos cidadãos russos, pelo batalhão Azov, eram um indicativo de que haveria uma escalada maior de violência e se anteciparam ao movimento, respondendo com uma invasão em proporções bem maiores.
Embora tenha sido bastante divulgada nos primeiros meses, na mídia ocidental, a guerra na Ucrânia, parece agora que houve uma normalização e que o mundo inteiro já “aceitou a guerra”. Fica uma impressão de que a guerra já está incorporada no cenário da Europa, assim como acontece na Síria ou na Palestina.
Essa manifestação do exército russo dizendo que vai “ampliar os objetivos” é a prova de que estão seguros de que o primeiro impacto já passou e de que a possibilidade de ocorrer uma guerra maior com efeitos nocivos para toda a Europa já está ficando minimizada.
O mais intrigante em tudo isso é ver que a Ucrânia não tem forças para combater o exército russo e mesmo assim aceitou entrar em uma guerra praticamente perdida. É erro estratégico, ignorância ou desrespeito com o próprio povo? Um governante que tem conhecimento sobre a fragilidade das forças armadas de seu país teria qual vantagem em provocar uma guerra com uma potência bélica superior?
As guerras não se justificam em nenhuma hipótese, mas é um sinal de inteligência tentar evitar conflitos quando a derrota é muito provável, já que a destruição e as perdas humanas são traumáticas e trágicas. As guerras híbridas estavam começando a ser mais sutis e inteligentes, com menos baixas humanas, mas no caso da Ucrânia, os militares russos optaram por uma guerra convencional e com objetivos bem claros e definidos, embora dissessem, em um primeiro momento, que era somente uma incursão militar.

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