Menisco discóide: anomalia congênita do joelho

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Dr. Fabrício L. Correa CREMERS 42325 Ortopedista e Traumatologista Especialista em Cirurgia do joelho

O menisco discóide é uma variante anatômica humana relativamente rara que afeta geralmente o menisco lateral do joelho. Normalmente, uma pessoa com esta anomalia não tem queixas até iniciar determinada prática esportiva, principalmente esportes de envolvem giro e flexão profunda do joelho.

O menisco é uma estrutura fibro-cartilaginosa e tem basicamente a função de amortecer forças aplicadas ao joelho em todo o arco de movimento.

O menisco discóide é uma anomalia congênita do joelho encontrada em 3% da população. Apesar de tipicamente afetar o menisco lateral, pode ser encontrado bilateralmente em 20% dos casos.

Até a atualidade, a etiologia desta patologia permanece desconhecida. No entanto, fatores genéticos podem estar presentes. A etiologia congênita é a mais frequentemente proposta.
Como o menisco discóide é uma estrutura mais “grossa” que o normal, existe a tendência maior a que ele fique aprisionado entre a tíbia e o fêmur. Além disso, seu fornecimento de sangue vascular é geralmente diminuído, dificultando sua cicatrização.

Outro fator anatômico importante é o fato de que sua ligação com a cápsula do joelho se apresenta relativamente fraca. Isso se deve à ausência de um ligamento chamado Wrisbeg, que serve para estabilizá-lo durante os movimentos do joelho, tornando-o mais propenso a ser pinçado e levando a rupturas em comparação com um menisco normal.

A patologia pode apresentar-se como dor, inchaço ou um estalo ouvido a partir do joelho afetado.

A ressonância magnética é o exame de escolha para diagnosticar e o tratamento é cirúrgico por videoartroscopia.

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