Governo reajusta em 12,13% contribuição nos planos de assistência do IPE Saúde

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Reajuste nos planos PAC e PAMES deve atingir cerca de 1 milhão de usuários do IPE Saúde. Foto: Carolina Greiwe/Ascom IPE Saúde

Em meio à grave crise do IPE Saúde com os hospitais conveniados devido a dívidas e tabelas de preço para os serviços prestados, o governo estadual decidiu aumentar em 12,13% os valores das contribuições ao Plano de Assistência Médica Suplementar (PAMES) e ao Plano de Assistência Médica Complementar (PAC).

Os aumentos constam na Portaria Nº25, da última quinta-feira (2), e foram publicados no Diário Oficial do Estado no dia seguinte, 3 de junho. Os reajustes passam a valer a partir do dia 1º de junho de 2022, e devem atingir cerca de 1 milhão de usuários do IPE Saúde, com os novos valores sendo descontados dos salários dos servidores estaduais.

O aumento foi assinado pelo Diretor-Presidente do IPE Saúde, Bruno Queiroz Jatene. Coincidentemente, no mesmo dia Jatene e o governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) se reuniram com representantes de federações hospitalares e de hospitais credenciados ao IPE Saúde, para tratar do “equilíbrio econômico-financeiro do instituto”.

“Como sempre, o Governo do estado escolhe resolver os problemas do estado avançando sobre os salários dos seus servidores. É a velha história de dar com uma mão e tirar com a outra. Enquanto, com uma mão, concedeu um reajuste salarial de 6% aos servidores públicos, que não cobre nem a inflação; com a outra mão (bem maior), o governo reajustou em 12,13% o desconto do IPE Saúde nos salários dos servidores”, criticou, em nota, o Sindicato dos Agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (UGEIRM).

Recentemente, em entrevista ao Sul21, o presidente do IPE disse que antes de rever alíquotas ou outras medidas de aumento da arrecadação, primeiro iria concluir um estudo “bastante cauteloso” sobre a diferença entre despesas e receitas do instituto. Ainda assim, comentou que a revisão das alíquotas era uma possibilidade.

“Eu não estou dizendo que nós faremos, só para deixar claro, o que eu estou dizendo é que primeiro nós faremos um tema de casa, que é trazer a despesa para um nível aceitável. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, que ocorre em paralelo ao primeiro, trabalhar o aprimoramento institucional, a parte administrativa, fazer nomeação das pessoas que a gente tem que fazer, inclusive, rever processos, trabalhar em cima das questões envolvendo auditoria e tudo mais. E o terceiro que, a partir do entendimento de qual é o gap (lacuna) real dessa diferença entre receita e despesa, é aí atacar algumas fontes de financiamento. Uma delas pode ser ter que revisar alíquota, pode ser ter que revisar contribuição para dependente”, diz.

Na ocasião, Jatene tratou o aumento como uma possibilidade, destacou a sensibilidade do tema e não confirmou que haveria reajuste. “Esse é um ponto muito sensível e eu gostaria de frisar bastante isso: eu não estou dizendo que vai acontecer, eu estou dizendo que existe uma responsabilidade administrativa de equacionar a despesa para que nós possamos dar esse passo a seguir”, complementa.

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