Conflito indígena em Ronda Alta atrasa vinda da Força Nacional para a região

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Quatro carros de integrantes do grupo opositor ao cacique de Serrinha foram queimados (Foto: Félix Zucco / Agencia RBS) Fonte: ClicPortela

A Força Nacional de Segurança foi destacada para uma operação na Terra Indígena do Guarita, no entanto, um conflito que acabou com a morte de dois indígenas na Reserva da Serrinha em Ronda Alta, vai atrasar a chegada em Tenente Portela e Redentora. Os agentes convocados, atuarão primeiro na reserva que fica próximo de Passo Fundo para depois se deslocar para a Região Celeiro.

O conflito na Terra Indígena da Serrinha, onde vivem cerca de 1900 caingangues em 12 mil hectares de terra, já vem de um longo tempo inclusive com a morte de um cacique. Na semana passada o atual cacique, que é filho do cacique assassinado, determinou a expulsão de dentro da comunidade de alguns indígenas que lhe fazem oposição.

Segundo as informações, confirmadas inclusive pelo cacique Márcio Claudino, como a ordem não foi cumprida, na quinta-feira ele determinou a prisão de seus contrários, em uma cadeia indígena. Opositores do cacique o acusam de terem agredido violentamente os adversários enquanto esses estavam presos. Claudino nega que tenha havido agressões.

Segundo informações do Gaúcha ZH, no sábado (16), a caminhonete onde Claudino e três de seus comandados transitava foi alvo de uma emboscada perto de uma lavoura de trigo, em Engenho Velho. A Hilux foi atingida por 27 tiros, mas todos escaparam sem ferimentos. Enraivecidos, apoiadores do cacique foram atrás dos atiradores e mataram dois caingangues, supostamente os autores do atentado. Policiais encontraram os corpos dos dois homens numa plantação, ao lado de espingardas calibres 12 e 20 e bolsas com munição.

Os aliados do cacique também atearam fogo em quatro veículos e em uma casa. O clima está muito tenso. Duas indígenas que lideram a oposição ao cacique lhe consideram ilegítimo para ocupar o cargo, por causa do fato dele ser “mestiço” e criticam o arrendamento de terras dentro da comunidade indígena.

O centro do conflito é o arrendamento de terras indígenas, mesmo motivo que estava fazendo com que a Força Nacional se deslocasse para a Terra Indígena do Guarita.

Com a mudança de posição a Força Nacional permanecerá na Terra Indígena da Serrinha antes de se deslocar para região. Naquele local a missão é acalmar os ânimos e garantir a segurança da comunidade, em Tenente Portela e Redentora será garantir a segurança de servidores do Incra que investigarão os arrendamentos de terras.

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