STF e Operação Spoofing

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Aquilo que já se sabia de antemão, começou a ficar claro aos olhos dos leigos do mundo jurídico. Quem conhecia os procedimentos jurídicos e os princípios processuais, bem como um pouco de Direito Constitucional e o funcionamento dos poderes da República, já sabia da enorme armação que foi construída durante as operações federais que revolucionaram a política nacional a partir do ano de 2014. Obviamente, embora legalmente se afirme que a operação Lava Jato começou em 2014, ela começou muito antes, com um projeto de usurpação da soberania nacional.

O Wikileaks já havia revelado que o Departamento de Estado dos Estados Unidos realizou um seminário de cooperação, em outubro de 2009, com a presença de membros seletos da Polícia Federal, Judiciário, Ministério Público e autoridades estadunidenses, no Rio de Janeiro.

Então, fica claro que esse plano já estava em andamento antes mesmo desse seminário, ou seja, no mínimo desde 2008 ou 2007. Lá em 2009 já existia o termo “República de Curitiba”, uma máfia judiciária comprometida com interesses, nada republicanos, e treinada para praticar lawfare.

Lawfare é tecnicamente reconhecido como “uso ou manipulação das leis como um instrumento de combate a um oponente desrespeitando os procedimentos legais e os direitos do indivíduo que se pretende eliminar”. Não é um termo novo, já foi estudado em universidades de diversos países. É uma técnica para destruir um oponente político aplicando uma covardia jurídica e destruindo sua imagem através da força das instituições, partindo do pressuposto de que é mais fácil desmontar a imagem de um inocente do que devolver a imagem indevidamente maculada.

Com o último julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o caso da Operação Spoofing, veio à tona um dos maiores escândalos jurídicos do mundo, conforme denunciou o ministro Gilmar Mendes. Como se já não soubesse do que se tratava, Gilmar Mendes fez essa declaração dramática pensando que o mundo jurídico iria esquecer que ele foi um dos ministros que deixou esse absurdo chegar até o ponto que chegou.

A “Operação Spoofing é uma operação policial brasileira deflagrada pela Polícia Federal em 23 de julho de 2019, com o objetivo de investigar as invasões às contas de Telegram de autoridades brasileiras e de pessoas relacionadas à operação Lava Jato” (Wikipédia). Na ocasião, foram hackeadas mensagens entre os procuradores da Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro, demonstrando que ambos estavam em concluio, em armação, envolvidos até os cabelos com o objetivo de incriminar Lula para que não concorresse à eleição presidencial.

As mensagens mostram, ainda, que o procurador Dallagnol fala em “presente da CIA” a decretação da prisão de Lula. Maior prova de que houve lawfare e de que Dallagnol trabalhou contra um cidadão brasileiro em favor do estado norteamericano, não pode existir.

Antes tarde do que nunca, mas os efeitos da deturpação jurídica já estão sendo sentidos pelo povo e a “mancha negra” no Judiciário brasileiro demorará muito para sair.

Está cada vez mais provado que foi um tremendo golpe, não em Lula, nem no PT, mas na soberania nacional, nas instituições democráticas e nas empresas privadas e estatais brasileiras. O governo atual é só um detalhe sem muito interesse para a CIA. Colocar um incompetente no governo brasileiro foi um detalhe para coroar a destruição do pouco que existia do país.

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