Patetas da ABIN

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Diante da ampla informação, veiculada em todos os meios de comunicação do país, sobre a possibilidade de agentes da ABIN estarem trabalhando para um dos filhos de Bolsonaro, deve ser declarado qual é a função da Agência Brasileira de Inteligência.

Na página da ABIN encontra-se publicado esse texto: “As atividades de inteligência da ABIN são desenvolvidas com irrestrita observância aos direitos e garantias individuais, fidelidade às instituições e aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado brasileiro. Tem como fundamentos de sua ação a preservação da soberania nacional, a defesa do Estado Democrático de Direito e a dignidade da pessoa humana. Em síntese, a ABIN é o único órgão nacional cujo fim é planejar e executar atividades de inteligência de Estado para subsidiar o processo decisório nacional”.

Evidentemente, a ABIN é um órgão de Estado, que está a serviço da nação, e não um grupo de milicianos que pode fazer o que bem entende, já que é submisso à “fidelidade às instituições e aos princípios éticos que regem os interesses e a segurança do Estado Brasileiro”.

No caso do presente escândalo, diga-se de passagem mais um escândalo homérico do governo Bolsonaro, a ABIN está a serviço de Flávio Bolsonaro, o filho do presidente que está envolvido com corrupção e respondendo a processo por usurpar dinheiro de funcionários, e é suspeito de estar envolvido com as milícias cariocas.

Então a ABIN, que é uma agência sustentada pelo imposto dos cidadãos para encontrar soluções contra o crime organizado e em favor da Soberania Nacional, está sendo usada para esconder crimes do filho do presidente. Isso é de uma gravidade sem precedentes, pois é o verdadeiro aparelhamento do Estado.

O povo paga os agentes para agirem a favor da nação e eles usam o tempo, o dinheiro e a estrutura da agência de inteligência para fazer trabalhos escusos, não autorizados pelas regras republicanas e, por isso, literalmente fora da lei.

Bolsonaro está destruindo a República, está usando as estruturas de poder sem respeitar os mínimos ditames da democracia e fazendo o que bem entende, como se a Presidência da República fosse uma bodega, um bar de beira de estrada ou uma boca de fumo, onde ele faz e acontece, como se fosse um mafioso sem qualquer receio de ser responsabilizado.
A briga com Sérgio Moro e a saída do “Superministro” do governo foi pelo mesmo motivo, já que a Polícia Federal estava no encalço de seus filhos e o diretor da PF foi afastado para parar de investigar os crimes do clã Bolsonaro.

Esse é o Brasil sem corrupção que os cidadãos de bem tanto queriam? Esta é a forma de combater a corrupção?

Usar os órgãos da justiça, as instituições e os recursos públicos para proteger bandidos familiares é a melhor forma de acabar com o Estado de Direito e de implantar uma bagunça geral na administração do país. Se o povo brasileiro concordar com isso é a melhor forma de demonstrar que o problema não é a corrupção, mas que o velho ditado está tão atual quanto nunca,quando diz que “ o povo tem o governo que merece”.

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