DEPOIS DO ÓPIO

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Os primeiros registros históricos da formação da China são de 1250 antes de Cristo. Naquela época, os primórdios chineses eram representados pela Dinastia Shang. Depois da criação de várias cidades-estado, no Vale Amarela, por volta de 221 A.C., a China foi unificada e se criou o primeiro grande reino chinês.
Após diversas guerras, divisões, anexações, a China conseguiu se reunificar, mesmo depois da Guerra do Ópio, guerra que travou contra a Inglaterra. A Primeira Guerra do Ópio foi travada em 1839. A China vendia muitos produtos para a Europa, mas não se interessava por produtos europeus. Só que a Inglaterra produzia ópio, uma droga feita da papoula, e começou a inserir o entorpecente na sociedade chinesa, criando grandes quantidades de dependentes químicos e lucrando na balança comercial.
Em 1856 ocorreu a Segunda Guerra do Ópio e a Inglaterra invadiu a China, que foi obrigada a aceitar o “Tratado de Tianjin”. Nesse tratado, a China teve que aceitar estrangeiros, missionários cristãos e a legalização do ópio.
Somente em 1909 a comercialização do ópio foi proibida na China, após uma convenção internacional. No entanto, a legislação ficou mais rígida apenas em 1949, quando o Partido Comunista Chinês tomou o poder com Mao Tsé-Tung.
Para se ter uma ideia, o Partido Comunista Chinês possui 6,6% da população chinesa, que é de 1 bilhão e 400 milhões de habitantes. O Partido Comunista Chinês é maior do que alguns países inteiros da Europa. Enquanto a Alemanha possui 83 milhões de habitantes e a França possui 67 milhões de habitantes, o Partido Comunista Chinês possui 91 milhões de filiados.
Na China existe somente um partido e as decisões políticas são determinadas pela “democracia interna”, realizada por delegados eleitos e por debates que envolvem os interesses do partido, que define os métodos de governança do país. O Estado cumpre a função administrativa enquanto o Partido define as estratégias nacionais e os métodos de desenvolvimento. Na China não há “interferência” do poder privado nas decisões públicas e os princípios que regem a nação são baseados no “socialismo com características chinesas”.
Esse socialismo com características chinesas é baseado na participação popular em um misto com o capitalismo de mercado. A fórmula chinesa vem dando certo e, quem sabe, será um dos novos modelos de organização dos governos do futuro, já que a forma de interferência do poder econômico na gestão das coisas públicas parece que não está mais dando certo. Ao invés de resolver os problemas básicos das sociedades está criando mais concentração de renda e desorganização social.
Atualmente, com a eclosão da guerra da Rússia contra a Ucrânia, a China se posicionou de forma estratégica, priorizando sua organização interna e não se envolvendo no conflito, enquanto os Estados Unidos e a Europa estão muito próximos dos estilhaços econômicos.
Pode ser que esse posicionamento dos chineses coloque a China em vantagem econômica e de desenvolvimento sobre as demais nações desenvolvidas do mundo.
Cabe aos brasileiros entender o que se passa e começar a perceber que, em breve, o futuro pode ser aprender a falar mandarim.

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